Romanos 8

18 11 2011

O Capítulo 8 da epístola de Paulo aos romanos é realmente fantástico! Paulo está maravilhado, deslumbrado diante da graça de Deus, diante da sua obra vitoriosa por nós, diante de sua provisão espiritual e eterna para nossas vidas. Após uma realidade de lutas com tropeços e inclinação para a carne na vida religiosa observada no capítulo 7 ele nos leva à vitória plena, pela fé em Cristo Jesus, descrita no capítulo 8.

“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. (Rm 7: 24 e 25 a)

Vejamos algumas afirmações poderosas, vitória e provisão plena em Cristo, do capítulo 8:
- “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8: 1)
- “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8: 28)
- “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8: 31)
- “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 9: 32)
- “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8: 33 a 35a)
- “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8: 37)

Que bênção, amados! É claro que precisamos ler e estudar os capítulos anteriores para compreender, reter e viver as verdades do capítulo 8. É o que temos feito na escola bíblica aos domingos pela manhã. Quão maravilhosa a Palavra de Deus, quão poderosa e transformadora! Jesus, o grande presente de Deus para a humanidade! Vivamos pela fé comprometida nele, pois “o justo viverá por fé.” (Rm 1: 17)

Pr. Luís Henrique Koefender





A supremacia de Cristo

15 09 2011

Lendo o primeiro capítulo da carta aos Hebreus, parece que o autor quer comprovar a supremacia de Cristo em relação aos anjos de Deus, a exclusividade do Senhor Jesus em todos os sentidos, sua divindade e glória. Parece que os hebreus estavam sendo tentados a retrocederem em sua fé, por isso era tão importante reapresentar essas verdades sobre Jesus. Para nós hoje isso também é tão essencial! Então, vejamos:

1 – Deus nos últimos dias nos falou pelo Filho (v. 2)

2 – Deus o constituiu herdeiro de todas as coisas. (v. 2)

3 – Através do Filho, Deus fez o universo. (v. 2)

4 – Ele é o resplendor da glória. (v. 3)

5 – A expressão exata de Deus. (v. 3)

6 – Ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder. (v. 3)

7 – Fez a purificação dos pecados. (v. 3)

8 – Assentou-se à direita da Majestade nas alturas. (v. 3)

9 – Tornou-se tão superior aos anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. (v. 4)

10 – Só a Ele o Pai disse: “Tu és meu Filho,  eu hoje te gerei.”  E, ainda: “ Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho.” (v. 5)

11 – A ordem do Pai: “Todos os anjos de Deus o adorem.” (v. 6)

12 -  O testemunho acerca do Filho: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino.” (v. 8)

13 – “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade” (v. 9)

14 – “O teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.” (v. 9)

15 – “Tu, porém, és o mesmo e os teus anos jamais terão fim.” (v. 12)

16: O Pai, ainda diz, para o Filho e não para os anjos: “Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.” (v. 13)

Que Senhor e Salvador maravilhoso nós temos! Sua Palavra o revela e nos ensina sobre sua pessoa e sua glória! Sigamos seu exemplo, preguemos seus Evangelho e o adoremos sempre!

Por Luís Henrique Koefender





Evangelho de Mateus caps. 9 a 12 perseguição a Jesus, seu caráter, sua obra, seu povo e a formação dos discípulos

8 06 2011

Os fariseus foram longe demais no trato com Jesus. Chegaram a cometer um pecado para o qual não poderia mais haver perdão. Foram longe demais, endureceram-se demais, atribuíram a Satanás as obras de Deus, afirmavam, querendo influenciar o povo, que os feitos de Jesus eram através de Belzebu e não pelo Espírito de Deus. O quanto doeu isto no coração do Senhor! Que blasfêmia, para a qual não haveria perdão! Na verdade tinham inveja de Cristo, percebiam o poder de Deus, ou poderiam ter percebido, mas não quiseram, apertaram Jesus, perseguiram-no até o fim.

Quanto a Jesus, amava os milagres e suas obras que atestavam que Ele era o Filho de Deus, o Ungido, o Salvador do mundo! Entre um discurso e outro, caminhando, ensinando, operava milagres nas ruas, nas casas, por onde passava. O povo se admirava. Era para glorificar a Deus. Mas, os fariseus murmuravam contra Cristo. E o Senhor lhes conhecia os pensamentos, por vezes argumentava, tendo o objetivo de desfazer sofismas, falsos argumentos contra Deus, sua vontade e sua obra. Outras vezes se calava.

 

“Ao retirarem-se eles, foi-lhe trazido um mudo endemoninhado. E, expelido o demônio, falou o mudo; e as multidões se admiravam, dizendo: Jamais se viu tal coisa em Israel! Mas os fariseus murmuravam: Pelo maioral dos demônios é que expele os demônios.” (Mateus 9: 32-34)

 

“O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mateus 10: 24 e 25)

 

“Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver. E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.” (Mateus 12: 22-24)

 

            Bem, percebemos, nestas narrativas diversos grupos de pessoas:

 

1 – As multidões – Estavam admiradas das grande obras praticadas por Jesus, procurando entender se Ele era mesmo o Filho de Deus.

2 – Os fariseus – líderes religiosos que murmuraram e blasfemaram contra Cristo.

3 – Os discípulos – a quem Jesus disse que não estavam acima do Mestre e poderiam esperar semelhante perseguição.

 

E como Jesus demonstra alegria quanto a este grupo, seus filhinhos na fé! Dá a eles instruções poderosas, conselhos, conforto e ânimo e exclama, em meio a repreensões e julgamentos previstos para cidades e pessoas impenitentes.

 

“Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.” (Mateus 11: 25-26)

 

            Os discípulos os “bem-aventurados que não acham em mim motivo de tropeço” (Mateus 11: 6), como Jesus mandou dizer a João Batista na prisão, a fim de fortalecer a sua fé. Os discípulos alegram-se em Cristo e Cristo se alegra com eles. Jesus é tudo para eles e eles são tudo para Jesus!

E quanto ao caráter de Cristo, Ele mesmo diz: “Sou manso e humilde de coração” (Mateus 11: 28) E continua a narrativa de Mateus: “Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida. Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, advertindo-lhes, porém, que o não expusessem à publicidade, para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías:

             Eis aqui o meu servo, que escolhi,

             o meu amado, em quem aminha alma se compraz.

             Farei repousar sobre ele o meu Espírito,

             e ele anunciará juízo aos gentios.

             Não contenderá, nem gritará,

nem alguém ouvirá nas praças a sua voz.

Não esmagará a cana quebrada,

nem apagará a torcida que fumega,

até que faça vencedor o juízo.

E, no seu nome, esperarão os gentios” (Mateus 12: 14: 21)

 

Que caráter maravilhoso a ser seguido, imitado!

Manso, humilde, discreto, servo, amado, que traz alegria para o Pai, cheio do Espírito, pregador da justiça, não contencioso, nem gritalhão, sem jogar balde de água fria onde há uma faísca de fé, sem acabar com a esperança dos enfraquecidos, persistente.

“E, no seu nome, esperarão os gentios.” (Mateus 12: 21) Os gentios são todas as nações, não pertencentes ao povo de Israel, mais um grupo percebido nos Evangelhos. Eles estavam se abrindo para Deus e dentre eles o Senhor formaria um povo para si, pois mandou que fossem feitos discípulos das nações (gentios) (Mates 28: 18-20), ainda que estrategicamente ordenou que o Evangelho fosse anunciado antes de preferência às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mateus 10: 5-6).

Por Luís Henrique Koefender





José, homem de Deus

3 06 2011

As coisas nem sempre acontecem do jeito que imaginamos. Por vezes

passamos provações difíceis e, por vezes, grandes bênçãos recebemos de

Deus de uma maneira que, a princípio não compreendemos, mas, meditando e

recebendo orientação do Senhor, perceberemos sua mão poderosa, seu braço

estendido, seu livramento, sua manifestação em sua Soberania. Assim Deus

se revelou a José, o pai terreno do Senhor Jesus.

 

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua

mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se

grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a

querendo infamar, resolveu deixa-la secretamente. Enquanto ponderava

nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor,

dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque

o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe

porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados

deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito

pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará

à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer:

Deus conosco). Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo

do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu, enquanto ela

não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1: 18-25)

 

Nesta narrativa bíblica estamos diante de um dos maiores milagres da

história! O fato do Senhor Jesus ter sido concebido pelo Espírito Santo,

nascendo da virgem Maria! Aleluia! E quantas vezes os modernistas, liberais

ou racionalistas tentaram desacreditar verdades como essa e tantas outras da

Palavra de Deus, onde percebemos seu sobrenatural, milagres, sinais e

maravilhas poderosos, como, também a ressurreição do Senhor! Porém, o

poder da Palavra de Deus e sua manifestação também hoje pelo Espírito

Santo permanecem firmes e contagiantes, demonstrando o Reino eterno de

Deus!

 

Pois, voltemos a José, homem de Deus, observando aspectos do seu

caráter e prática, que devemos imitar:

 

1 – Homem justo – Não saiu julgando errado e falando mal de Maria,

ainda que não entendesse plenamente o acontecido. Não se precipitou,

mesmo que muita coisa pudesse passar em sua cabeça! (v. 19) Quantas vezes

falamos ou agimos antes de refletir, orar e buscar a vontade do Senhor!

 

2 – Homem ponderado – José ficou a sós ponderando nos fatos,

meditando. Vemos que nesta ocasião apareceu-lhe um anjo do Senhor, dando-

lhe explicações e orientações. Deus falará conosco em todas as situações,

quando meditamos, refletimos antes de nos precipitar negativamente.

Precisamos de sua direção. (v. 20-21)

 

3 – Homem abençoado – A orientação do anjo em sonho para que José

recebesse Maria e o anúncio de que o filho no ventre de Maria fora gerado

 

pelo Espírito Santo estava de acordo com as profecias do Antigo Testamento.

As grandes coisas que Deus faz são em cumprimento à sua Palavra, às suas

promessas! Estejamos sempre atentos a isso! José foi também alvo das

promessas de Deus, de maneira tão próxima, ele mesmo, casando com Maria

e cuidando do menino Jesus! Que família maravilhosa e abençoada!

 

4 – Homem de fé e obediência – Ele creu e obedeceu como Maria já

havia crido e obedecido desde que o anjo Gabriel lhe anunciara que seria mãe

do Salvador e como isso sucederia (Lucas 1: 26-35). José, também,

despertado do sono, creu e agiu conforme o Senhor lhe ordenara, através do

anjo em sonho.

 

Amados irmãos, homens de Deus, tenhamos nesse exemplo de José

uma inspiração para que nossa vida seja de prudência, justiça, temor de Deus

e obediência a Cristo Jesus, crendo sempre em sua Palavra e suas promessas!

 

Pr. Luís Henrique Koefender

 





Três atitudes do cristão

6 07 2010
Observando nossas atitudes como igreja, enquanto aguardamos a volta de Jesus,
parece que há a tendência de nos portar de uma dessas maneiras:
1 – Ficar contente com a prosperidade material e, de certa forma, não se lembrar
diariamente que o Senhor vem, como é a oração final no livro de Apocalipse: “Vem,
Senhor Jesus”. (Ap 22: 20) Parece que a igreja ocidental tem esta tendência, envolta
no materialismo e a teologia da prosperidade num extremo pode levar muito mais o
desafio à aquisição de coisas terrenas e não numa visão clara de Reino eterno de Deus!]
2 – Esperar a volta de Jesus numa atitude passiva. Tudo está ruim mesmo, é só
sofrimento, tendo uma igreja que se intimida com a adversidade, não numa atitude de
conquista e vitória, mas murmuração, reclamação, atitude negativa, servindo pouco e
realizando pouco até a volta do Senhor.
3 – Uma atitude de trabalho e compromisso na conquista de almas, promovendo o
Reino de Deus, doando-se totalmente, no cumprimento do eterno propósito de Deus,
aguardando a concretização total das promessas, numa atitude de fé, santidade e serviço
até Jesus voltar e reinar totalmente com o seu povo! Creio ser esta a atitude correta! “E
será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as
nações. Então virá o fim.” (Mateus 24: 14)
Por Luís Henrique Koefender




Verdadeiro Reavivamento

14 04 2010

“Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia. Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti. Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (II Tm 1: 3-6)

Como palpita o coração de Paulo ao escrever de modo tão íntimo e poderoso para Timóteo, seu filho na fé! Quanto amor, quanta dedicação, instruções e ações de graça! Paulo estava preso em uma masmorra romana, prestes a ser martirizado, partindo para a glória eterna com o Senhor!

Vejamos sinais de verdadeiro reavivamento na passagem bíblica acima:

- servir a Deus com consciência pura (v. 3)

- orações noite e dia (v. 3)

- ansiedade de rever os irmãos (v. 4)

- transbordar de alegria na companhia dos irmãos (v. 4)

- fé sem fingimento (v. 5)

- avivamento para próximas gerações – avó, mãe e Timóteo (v. 5)

- reavivamento da prática dos dons espirituais que Deus nos deu (v. 6)

- transferência de graça, proteção, cura e unção através da imposição de mãos (v. 6)

- Deus nos deu espírito de poder (ousadia, e não covardia)

- Espírito de amor e

- Espírito de moderação. (v. 7)

No verdadeiro avivamento haverá demonstração de poder – coragem, testemunho, sinais e maravilhas. Haverá também verdadeiro amor abnegado e sacrificial e haverá moderação, ou seja, por no meio termo entre os extremos, autocontrole, autodisciplina, temperança, prudência, sabedoria e humildade.

“O poder indica a intensidade de vida; o amor representa o caloroso afeto de uma vida abnegada; e o auto controle indica uma vida razoável, disciplinada e ordeira. Esse é o espírito que Deus confere a todos os ministros, quando de sua consagração.” (Gealy, in loc. – O Novo Testamento Interpretado – Russell N.  Champlin)

Por Luís Henrique Koefender





Títulos e cargos

1 04 2010

Não está meio exagerada esta questão no Corpo de Cristo hoje? Não estamos perdendo a simplicidade e pureza devidas a Cristo? (II Co 11: 3) Não estamos voltando à hierarquia sacerdotal, já combatida no tempo da Reforma Protestante? Vejamos o ensino claro de Jesus:

“Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo. Mas o maior dentre vós será vosso servo.” (Mateus 23: 8-11)

Que radicalismo nesta questão! Também, Jesus estava ensinando seus discípulos em um contexto de precauções contra o fermento dos fariseus, com sua hipocrisia, orgulho, etc. Precisava falar bem claro que não devemos correr atrás de posições, não sermos rivais uns dos outros, não querer controlar pessoas, mas, servir uns aos outros. Quem consegue seguir este ensino na íntegra? Claro que há ocasiões em que é necessário o tratamento respeitoso que lembre o encargo, ordenação, posição ou função dos líderes no Corpo de Cristo, seja entre os irmãos, ou com os de fora. Jesus mesmo era conhecido como Rabi, que quer dizer Mestre, e os discípulos o chamavam de Senhor. Mas, ele disse: “um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.” Por mais que a igreja cresça, é assim que devemos nos ver, como irmãos em uma grande família! Jesus mesmo, sem pecado, não se envergonha de nos chamar,a nós pecadores, de irmãos, sendo Ele o irmão primogênito! (Hb 2: 11 e Rm 8: 29) Que maravilha! E nós, quantas vezes nos dividimos em classificações diferentes, quanta competição! Claro que há dons e ministérios diversos no Corpo de Cristo, inclusive o ministério quíntuplo – apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres – de Efésios 4: 11-12 – para o aperfeiçoamento dos santos, para a edificação do Corpo de Cristo.

Porém, isso é muito diferente da divisão entre clero e leigos que era definida, sim, no Antigo Testamento, mas não ensinada no Novo Testamento, pois somos agora um povo sacerdotal:

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes a virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (I Pedro 2: 9)

“Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5: 9-10)

Precisamos lembrar sempre isso novamente, pois há uma tendência para o clericalismo e hierarquia e centralização sacerdotal!

Por exemplo: apóstolo é uma função primária no Corpo. Paulo ensina:

“A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.” (I Co 12: 28)

Quando sutilmente começamos a ver os apóstolos simplesmente como um cargo acima dos pastores, certamente, estamos saindo totalmente fora do que o Novo Testamento ensina, e da dinâmica do Espírito Santo para o Corpo de Cristo. Falando em cargo, nas igrejas locais do Novo Testamento, vemos dois encargos básicos de governo, os quais recebiam ordenação: presbíteros (anciãos) e diáconos, que auxiliam os presbíteros. Isso é muito claro. E os termos pastores, presbíteros e bispos (supervisores) se intercambeiam, o que vemos claramente em Atos 20: 28:

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”

Esses irmãos, a quem Paulo se dirigia, lembrando do tempo em que ministrava entre eles e dando orientações cruciais eram os prestíteros de Éfeso, que ele mandou chamar quando estava de viagem para Jerusalém, passando por Mileto.

“De Mileto, mandou a Éfeso chamar os presbíteros da igreja.” Como igreja em restauração voltemos sempre ao ensino do Novo Testamento, a doutrina dos apóstolos!

Por Luís Henrique Koefender

luiskoe@brturbo.com.br





Apóstolos

26 03 2010

Faz muitos anos que acredito que o ministério apostólico é também para nossos dias, como, também, no decorrer da história da igreja, além, evidentemente dos apóstolos do Novo Testamento. Bem, ali temos os 12 apóstolos escolhidos pelo Senhor Jesus, que são fundamentos da Nova Jerusalém.

“A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.” (Apocalipse 21: 14)

No Novo Testamento, evidentemente, vemos outros apóstolos, além dos 12, especialmente Paulo, o grande missionário para os gentios no Império Romano, além de Barnabé (ver Atos 14: 14), provavelmente Andrônico e Júnias, notáveis entre os apóstolos, conforme Romanos 16: 7. Poderíamos, ainda, citar Apolo que, mesmo não sendo chamado apóstolo no Novo Testamento, certamente tinha um ministério semelhante, poderoso pregador, que visitava as igrejas e era recomendado por Paulo, após ter deste recebido mais alguns fundamentos de fé, principalmente, quanto à obra do Espírito Santo. (ver Atos 18: 14, 19: 1, I Co 1: 12 e 3: 6) Certamente, havia, ainda, diversos apóstolos no tempo do Novo Testamento. Poderíamos até enfatizar, com finalidade didática:

- Jesus é o apóstolo, que quer dizer enviado do Pai,

- os 12 são os apóstolos de Jesus e

- os demais são apóstolos do Espírito Santo, lembrando, por exemplo, Atos 13: 4, quando Barnabé e Paulo, dentre os profetas e mestres da igreja em Antioquia, foram “enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre”, dando início a primeira viagem missionária, a partir de Antioquia. Claro que Paulo tem um lugar de grande destaque, referindo-se, a si mesmo, como um servo “chamado para ser apóstolo de Jesus Cristo.” (I Co 1: 1)

Nos ensinos de Paulo vemos, claramente, que somos, como igreja,

“família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular.” (Efésios 2: 20)

Que fundamento é este? São pessoas, são ensinamentos? Se é fundamento, é de grande importância! Bem, Jesus é a pedra de esquina, a pedra angular da igreja! Ligamos este texto com a declaração de Jesus a Pedro:

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” (Mateus 16: 18)

Que pedra é esta? Seria o próprio Pedro? Conferindo com o contexto do Novo Testamento, melhor seria entender que a pedra é o próprio Cristo, pois, em sua primeira epístola, Pedro mesmo escreveu:

“Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado.” (I Pe 2: 4-6)

Bem, se pensarmos que Jesus, referiu-se a Pedro como pedra, ele é um fundamento na Casa de Deus, bem como os demais apóstolos, especialmente os 12 cujos nomes estão nos fundamentos da Nova Jerusalém! Observamos que Jesus deu autoridade especial a Pedro, uma função de liderança, mesmo entre os apóstolos, como vemos no início do livro de Atos, dando-lhe as chaves do reino dos céus, e o que ele ligasse ou desligasse na terra teria também sido ligado ou desligado no céu. Que autoridade! Isso realmente ocorreu após o Pentecostes, onde Pedro foi o principal porta voz do Evangelho, possibilitando a entrada de muitos judeus e também dos primeiros gentios no Reino de Deus. Mas, evidentemente, Jesus deu também tal autoridade aos demais apóstolos e mesmo para toda a verdadeira igreja, como está em Mateus 18: 18

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.”

Isto traz verdadeira refutação à idéia católico-romana de que Pedro tivesse sido o primeiro Papa, o que não está de acordo com o espírito do Novo Testamento, fraterno, com coleguismo e liderança plural, diversas equipes apostólicas, mas, também, um conselho forte de apóstolos e presbíteros, bem como toda a igreja, como percebemos no chamado “Concílio de Jerusalém” ao deliberar sobre a questão da integração dos gentios na igreja e sua convivência com judeus crentes em Jesus. Podemos até notar, por exemplo, um episódio onde Paulo poder resistir face a face a Pedro, pois, tornara-se repreensível! (Veja Gálatas 2: 11) Sem falar na suposta sucessão apostólica católico-romana até os dias de hoje, não comprovada de forma alguma. Na verdade, Deus é quem levanta seus servos e apóstolos também hoje!

Mas, voltando a questão anterior: quem são os apóstolos e profetas que são fundamento da igreja? Em Atos 2: 42 diz que os primeiros irmãos “perseveravam na doutrina dos apóstolos.” Certamente, são os apóstolos e profetas do Novo Testamento, e também os seus ensinos, já que fala na doutrina dos apóstolos, na qual a igreja deve permanecer. Poderia pensar-se nos profetas do Antigo Testamento, pois, o ministério profético não é tão enfatizado no Novo Testamento, quanto o apostólico. Mas, há claros profetas também no Novo Testamento, como por exemplo Ágabo (Atos 11: 27, 28 e 21: 11) Judas e Silas, “homens notáveis entre os irmãos” (Atos 15: 22) “que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram.” (Atos 15: 32) Certamente, também, Barnabé tinha um forte aspecto profético no seu ministério, pois seu nome dado pelos irmãos significa “filho da consolação” (Atos 4: 36) e também, junto com Paulo estava entre os profetas e mestres de Antioquia. Sua chegada ali causou grande impacto, pois:

“Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.” (Atos 11: 23)

Os apóstolos do Novo Testamento, podemos dizer, muitas vezes, possuem também o ministério profético, ou um profeta pode ser uma companhia poderosa para um apóstolo mais estrategista. Que maravilha! E os profetas estão dentre os cinco ministérios fundamentais do Corpo de Cristo, os quais são para o

aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço,  para a edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4: 12),

ou seja, os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

E quanto aos apóstolos de hoje e da história da igreja? São em algum aspecto diferentes dos apóstolos do Novo Testamento? Evidentemente, há uma diferença básica: os apóstolos do Novo Testamento escreveram o próprio Novo Testamento, as Escrituras sagradas e inspiradas! Ainda que hoje os apóstolos, bem como profetas, evangelistas, pastores e mestres tenham grande autoridade na igreja, nesta questão não podemos compará-los aos apóstolos do Novo Testamento, mantendo, assim, a autoridade absoluta das Escrituras, o que foi também apregoado pela Reforma Protestante do século XVI. Bem, mantemos, então, como igreja em restauração, a Bíblia, como única regra absoluta de fé, não como a igreja romana que usa concílios, dogmas, tradições e o magistério da igreja em pé de igualdade (pelo menos assim parece) com as Escrituras.

É claro que no estudo das Escrituras, em alguns ou diversos aspectos haverá margem para diversas interpretações, ocasionando também em diversas denominações e ministérios, como vemos em nossos dias, já há vários séculos. Devemos sempre buscar a unidade do Espírito e a unidade da fé, bem como a disposição a um espírito manso e humilde, reconhecendo a autoridade espiritual e a prática da submissão mútua ensinada no Novo Testamento.

É claro que os apóstolos de hoje devem edificar sobre o fundamento que já foi colocado que é Cristo Jesus, como diz Paulo aos coríntios: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co 3: 11)

Esta deve continuar sendo nossa principal preocupação e ocupação hoje, como servos do Senhor e edificadores de sua igreja.

Por Luís Henrique Koefender





Descanso da alma

9 03 2010

“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.” (Hb 4: 9)

Em meio a tantas demandas dos nossos dias podemos ouvir do Senhor esta palavra. Mas, que descanso é esse? No Antigo Testamento muitos não entraram no descanso prometido pelo Senhor porque falharam, desobedeceram e não creram. E, assim, não entraram na terra prometida. Deus mesmo descansou de suas obras no sétimo dia e  

“aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.” (Hb 4: 10)

E o autor da carta aos Hebreus continua: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.” (Hb 4: 11)

 Ou seja, há um descanso no Senhor hoje, pois, “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.” (Hb 4: 7)

Como é esse descanso?

1 – É para os que crêem firmemente no Senhor.

2 – É uma vida abundante no Espírito Santo, não andando na carne.

3 – É a nossa posição em Cristo, conquistada por Ele na cruz e ressurreição.

4 – É nosso trabalho no Senhor. Então, na verdade, é o trabalho dele em nós e através de nós e descansamos interiormente. (Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. I Co 15: 58)

5 – É o descanso da nossa alma, deixando de lado a ansiedade e as preocupações, confiando e descansando no Senhor. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Fp 4: 6-7) E, ainda: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, o e mais ele fará.” (Sl 37: 5) “Descansa no Senhor e espera nele.” (Sl 37: 7 a)

 6 – É quando esperamos no Senhor. “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” (Is 40: 31)

7 – É quando o Senhor trabalha em nosso favor! “Aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” (Salmo 127: 2 b)



Por Luís Henrique Koefender








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