Comparação

2 11 2011

Eis um grande problema: o de nos compararmos uns com os outros.

Aí, às vezes nos achamos melhores, outras vezes piores. Mais, ou menos, bonitos; mais, ou menos, inteligentes; mais, ou menos, legais; mais, ou menos, capazes; e até, mais ou menos espirituais. Onde chegamos então? Ou ao orgulho, ou à derrota. Ambos terríveis.

Além dessas, há aquelas comparações permissivas: decidimos o que é certo ou errado a partir do que outros fazem. Imitamos determinadas pessoas não pelo fato de elas estarem certas, mas simplesmente pelo fato de serem tais pessoas.

Aquela irmã que eu julgo ser super espiritual, usou uma roupa curta, então também posso usar (talvez aquilo não seja tão curto assim). Aqueles nossos amigos, namorados, filhos de alguém muito importante, eles não devem estar fazendo errado, então também posso me relacionar do mesmo jeito, talvez seja o ideal (mesmo que no fundo você saiba que não é). Ouvi tal pessoa falando mal de outra, então, quem sabe, não seja exatamente maledicência. Afinal, vamos combinar, mas quem consegue ficar sem falar mal de ninguém? Posso fazer o que ela faz.

A lista de exemplos poderia se estender.

Que tal pararmos de nos comparar e olharmos para Jesus? Ele é o nosso padrão, podemos focar diretamente nele. Ao invés de ficarmos pensando a nosso respeito, aquém ou além, nos comparando,vamos olhar para o que  Jesus ensinou: que aquele que serve é o maior, que o último será o primeiro, que o que se exalta será humilhado, mas o que se humilha será exaltado.

E no lugar de ficarmos nos conformando com o erro de outros, e imitando, tentando frustradamente acariciar nossa consciência com enganos, por que não perguntamos diretamente ao Senhor o que é certo, o que é errado?

Nada deixa de ser errado pelo fato de todos estarem fazendo errado. O que é errado aos olhos de Deus, será errado sempre: não importa a quantidade de pessoas, nem quem está fazendo errado.

Coisas erradas têm se infiltrado no meio da igreja, nós sabemos. Os padrões vão se afrouxando, e é tão fácil nos conformarmos, sutilmente, com o mundo.

Vamos voltar! Deus deu uma consciência para cada um; cada filho dele é capaz de discernir entre o certo e o errado. E se todos estiverem fazendo errado, o filho que ama ao Pai buscará optar pelo certo, pois sabe o que Deus chama de certo e de errado, de pecado. Vamos olhar para a Palavra e pra santidade de Cristo. É Ele a quem queremos, primeiramente, imitar! O Cordeiro de Deus, sem defeito! Ele é nosso modelo perfeito.

Por Sara Elisa Koefender


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